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Dicas

Consórcio é boa opção para quem não tem pressa.


ESPECIALISTAS APONTAM QUE PRODUTO É MAIS VANTAJOSO QUANDO O CONSORCIADO É CONTEMPLADO NO INÍCIO
Leandro Resende
   
    Desde de 2000, vem cres­cendo o número de brasi­leiros que têm optado por consórcio para comprar a ca­sa própria, em vez de fazer finan­ciamento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Há seis anos, 81% dos investidores optavam por financiar seu imóvel no ban­co e apenas 19% davam preferên­cia ao consórcio de imóveis. Se­gundo dados do Banco Central, em 2005, essa relação mudou. Apesar das políticas habitacio­nais darem preferência aos finan­ciamentos, as contemplações de consórcios subiram para 36%, en­quanto os contratos imobiliários com o sistema financeiro registra­ram recuo para 64% do total con­tratado.
 

Os defensores dos consórcios argumentam que o modelo privi­legia o planejamento do consumi­dor, sem comprometer seus re­cursos com o pagamento das altas taxas de juros, além de contar com prazos menores ou a necessi­dade de oferecer entrada e parce­las intermediárias. O presidente da regional Norte e Centro-Oeste da Associação Brasileira de Ad­ministradoras de Consórcio (Abac), Mário Roquette, ressalta ainda que os consórcios têm par­celas mais acessíveis do que os empréstimos imobiliários. "A re­dução do IPI para os materiais de construção, desde que repassada ao consumidor, impactará positi­vamente as operações de consór­cios de imóveis", prevê Roquette.

Poupança
    Os especialistas lembram que consórcio é uma boa opção para a formação de uma poupança para quem não tem pressa do bem. Se­gundo a Associação Brasileira de Consorciados, o produto se torna um bom negócio principalmente para quem é sorteado nas primei­ras reuniões do grupo ou conse­gue fazer um lance maior que os
demais, garantindo assim a entre­ga do bem. "Dessa forma, estará usando o dinheiro dos outros consorciados, que nada recebem de remuneração pelas quantias depositadas para o grupo para bancar sua aquisição", aponta a entidade.
 
O custo do consórcio é a taxa de administração e fundo de re­serva, entre outros, não é remu­neração pelo dinheiro adiantado, mas pela administração dos re­cursos. A Abac aponta, no entan­to, que esse custo, na média, fica mais baixo que o financiamento, para quem recebe o bem antes. "Só o fato de não estar sujeito a juros altos, saldo devedor eleva­díssimo e amortizações já é uma grande vantagem do consórcio frente ao financiamento", diz Má­rio Roquette.
 
O presidente da Abac Norte e Centro-Oeste lembra que outro ponto importante é a maturidade do mercado de consórcio em Goiás. "O setor é fiscalizado pelo Banco Central (BC) e as empresas estão cada vez mais sólidas no mercado", disse, ressaltando que é importante conhecer a empresa que está fechando contrato. O BC é a autoridade competente para os assuntos relativos ao Sistema de Consórcios, atuando como ór­gão normatizador e fiscalizador do exercício da atividade.
  Modalidade é vista por clientes como forma de poupar recursos
Algumas pessoas têm difi­culdade em poupar seu dinheiro se não tiverem um compromisso firme. Esse é o caso do empresá­rio Luiz Humberto Rocha, que adquiriu recentemente uma car­ta de consórcio com a Caixa de R$ 20 mil em um prazo de 40 meses, pagando uma mensalida­de de R$ 570,00. "É uma pou­pança forçada", brinca, dizendo que o consórcio cria esse com­promisso, sendo uma forma de disciplinar a poupança.
  
"Fiz um valor mais baixo des­ta vez, mas é a quarta carta de consórcio que faço e não me arre­pendi nenhuma vez. O financia­mento mais baixo é mais fácil e mais rápido de pagar", diz Luiz Humberto, que quer construir uma casa no Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia.
  
Em uma simulação do preço médio de mercado, uma carta de crédito de consórcio de imóvel de R$ 50 mil, em um prazo de 120 meses, a parcela inicial, que vem embutida a adesão, seria em tor­no de R$ 800, e a parcela dos ou­tros 119 meses, ficaria em cerca de R$ 530. No total, o consumi­dor pagaria, desconsiderando a correção anual - feita geralmente pelo índice Nacional da Constru­ção Civil (INCC) - em torno de R$60 mil.
  
A taxa de administração dos consórcios varia de 16% a 18% do valor da carta, diluída no prazo do contrato. A taxa de adesão varia de 1% a 2% - é on­de o consumidor pode negociar para conseguir condições melhores. O importante é ob­servar se essa taxa está especi­ficada no contrato e ressaltar que é cobrada apenas uma vez. Parte dos consórcios a inclui na primeira mensalidade, mas al­gumas empresas preferem di­luí-la nas parcelas. O fundo de reserva também pode não ser cobrado e costuma variar entre 2% e 5% do valor do bem. É um fundo que será usado para co­brir problemas de caixa provo­cados por inadimplência ou desistência.
  
A Abac salienta que o consór­cio, com muita frequência, é ana­lisado como alternativa de crédi­to, mas, rigorosamente, não pode ser comparado. Uma operação de crédito exige que o beneficiá­rio comece a usufruir imediata­mente dessa operação, seja pe­gando dinheiro vivo para gastar em algo que queira, seja na com­pra de um bem ou serviço a pra­zo. A pessoa está antecipando o usufruto de um bem ou serviço e, em troca, paga uma taxa de juros.
  
 Objetivos
  
"No consórcio, a operação é diferente. Uma administradora reúne pessoas que tenham obje-tivos semelhantes, com interesse em contribuir mensalmente para um fundo que é usado para comprar o bem para um ou mais consorciados naquele período. Assim, aos poucos, todos vão re­cebendo seu bem", explica a en­tidade, ressaltando que um deta­lhe importante é que o consor­ciado pode receber esse bem no primeiro mês ou no último, sen­do que começou a pagar junto com todos.
  
Mário Roquette ressalta que o goianiense tem preferência por consórcios entre R$ 55 mil e R$ 60 mil, mas as cartas de crédito no mercado variam de R$ 15 mil a R$ 300 mil. Segundo ele, quanto ao prazo de financiamento, o mais procurado em Goiás varia entre 125 e 130 meses. "Assim como as empresas, o consumidor vem amadurecendo e buscando op­ções mais planejadas", ressalta.
  
Segundo dados da Associa­ção Brasileira de Administrado­ras de Consórcios (Abac), as vendas de novos consórcios de imóveis cresceram 41,8% em 2005, chegando a 183,6 mil car­tas, ante 129,5 mil, em 2004. No País, o segmento teve uma alta de 38,8%, subindo o número de participantes de 228,5 mil para 317,2 mil.
     
Dicas
 
- Leia atentamente as cláusulas do contrato e peça todos os esclarecimentos que julgar necessários.
 
- Certifique-se quanto ao bem indicado no contrato, prazo de duração do grupo, porcentual de contribuições mensais, despesas que serão cobradas, tipos de seguro que serão exigidos, garantias que deverão ser fornecidas quando vocêfor contemplado, como se processaráa forma de contemplação, prazo para a utilização do crédito contemplado, possibilidade de optar por bem diverso do indicado do plano antes da contaminação - se de maior ou menor valor do bem original, forma de antecipação de pagamento de prestações etc.
 
■ Verifique se o que foi prometido consta do contrato. Guarde as propagandas e folhetos com especificações.
■ Desconsidere as promessas verbais: todos os direitos e obrigações do Consórcio estão estabelecidos no contrato.
■ No ato da assinatura do contrato, poderáser cobrada importância a título de taxa de adesão" que em por finalidade cobrir as despesas iniciais da empresa de Consórcio. Poderá ser cobrada, ainda, a primeira prestação devida ao grupo de Consórcio.
■ Para efeito de segurança e controle, pague em cheque sempre nominal à administradora. Não se esqueça de exigir recibo correspondente às importâ ncias pagas.
■ Para não ser pego de surpresa com reajustes imediatamente àadesão, confira se a tabela estádefasada, ou seja, quando foi feita a última atualização e quando deve ser a pró xima.
■ Caso a administradora vá àfalência, o consumidor tem 20 dias após decretado o regime falimentar, de habilitar-se no processo para reaver o que pagou. Se ele não tiver sido contemplado, não tem a obrigação de continuar pagando e deve se habilitar da mesma forma. Jáquem retirou o bem éobrigado a continuar pagando normalmente.
■ Para reduzir os riscos de prejuízo, especialistas recomendam a escolha de administradoras de consórcio conhecida e idônea.Formas de participação no grupo de consórcio
■ Cota de reposição: Éa cota adquirida de consorciado que foi excluído do grupo. A aquisição também éfeita diretamente com a administradora.
■ Cota de transferência: cessão de contrato de participação com a anuência da administradora. A compra da cota érealizada diretamente do consorciado, assumindo, portanto, integralmente os direitos e as obrigações do consorciado que estásendo substituído.
 
Fonte: Jornal O Popular, (Caderno de Classificados de Imóveis), terça-feira, 7 de março de 2006, Goiania, Goiás.


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